terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Marcello Augusto Marques, campeão brasileiro dos 1000 m

Valeu a pena se arriscar nos 400m da pista do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP), nesta segunda-feira. Campeão brasileiro da prova dos 1.000m mirim, Marcello Augusto Marques fechou 2010 com mais uma conquista: a da 17ª edição da São Silvestrinha para 14 anos. "É a segunda vez que disputo. No ano passado, fiquei em terceiro. A prova foi bonita, apesar de que eu não corro 400m. Meu foco mesmo é 1.000m. Fui ver hoje aí de novo e terminei em primeiro", comemorou o jovem de Apucarana (PR), que foi quarto colocado dos 1.200m dos Jogos Colegiais Sul-americanos, realizados no Peru. Com 50s69, Marcellinho, como é conhecido na cidade paranaense, venceu a primeira bateria e superou as marcas de Isac Arcanjo dos Anjos (52s08) e Igor Vianna Jerônino (52s51), que correram na bateria seguinte e fecharam o pódio. "Corro desde os oito anos, treino de segunda, quarta e sexta-feira, duas horas por dia", disse o vencedor, ao admitir que já não se vê mais distante das pistas. "Comecei acompanhando na televisão, depois passei a pegar gosto pela coisa e agora faz parte da minha vida". A versão feminina da prova de 14 anos também teve um representante do Paraná no topo do pódio. Nicolle Nascimento deixou Curitiba rumo a São Paulo para completar os 400m em 1min02s95, à frente de Andrielly de Oliveira (1min03s80) e Leila da Silva Weber (1min03s84). "Vim só para a prova, pela terceira vez. Viajei quase sete horas e foi a primeira vez que ganhei. Meu treinador me ensinou a correr e comecei a gostar, fiquei apaixonada", comentou a jovem, que treina na capital paranaense de segunda a sábado, às vezes até três horas por dia. Última vez Aos 15 anos, idade limite para participar da São Silvestrinha, Jaciara Felix Marques venceu a prova dos 400m pela segunda e última vez, nesta segunda-feira, com 1min0s36 - Rosilane Cavalcante da Silva (1min0s41) e Daniela Marçal Teixeira (1min01s28) cruzaram atrás. "Agradeço muito às pessoas que me apoiaram, que me ajudaram a ter mais confiança. Ela mesmo aqui", disse a atleta, apontando para Conceição Geremias, brasileira que disputou três Olimpíadas no heptatlo e que coordena o projeto social Estação Conhecimento, em Tucumã. No masculino, o primeiro lugar da prova foi conquistado por Robson Muniz do Carmo, que treina no Joerg Bruder, um dos núcleos do projeto Atletismo em Ação, iniciativa da Secretaria de Esportes, Lazer e Turismo de São Paulo. Com 52s45, ele deixou para trás Matheus Leandro Rodrigues (53s31) e Lucas Felipe Piveta (54s49), ambos bem mais altos que ele. "Foi difícil, eu estava muito cansado, vinha sem perna, mas consegui segurar um pouco até o final, quando dei uma arrancada e ganhei", analisou a promessa de 15 anos, ao adiantar que pretende seguir carreira no atletismo competindo apenas em provas de velocidade. A São Silvestrinha foi disputada por cerca de 1,2 mil crianças e jovens, entre seis e 15 anos, de 15 cidades diferentes. Apenas as provas de 400m (distância mais longa do evento, que reuniu competidores de 14 e 15 anos, no masculino e feminino) tiveram tempo e premiação em pódio.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

3ª CORRIDA DE PRAIA NAVEGANTES - PORTONAVE ICE PORT

ATLETAS CADEIRANTES TEM ESPAÇO NA SS.

Com o tempo de 46min20s, Fernando Aranha Rocha conquistou o pentacampeonato entre os Cadeirantes da 86ª Corrida Internacional de São Silvestre. A chegada foi emocionante, com o paulista terminando apenas quatro segundos a frente de Jaciel Antonio Paulino. O terceiro lugar ficou para o santista Carlos Neves de Souza. Com o treinamento focado na busca para o índice paraolímpico de triátlon, Fernando veio para a disputa despreocupado. "Só quis fazer a prova tranquilo, sem me preocupar com adversários. Nem olhei para trás", afirmou o vencedor das edições de 1999, 2000, 2002 e 2004. Jaciel manteve a tradição de subir no pódio desde 2005. O santista cruzou a linha de chegada na Avenida Paulista com o tempo de 46min24s. "Faltou fechar com chave de ouro no pódio, mas estou muito feliz com o resultado. Dedico a minha esposa e aos meus três filhos", declarou o campeão de 2009. Mesmo estando acostumado a competições de ponta, Carlão diz que quando a São Silvestre está chegando, a ansiedade cresce. "Vai dando aquele friozinho na barriga, é como se fosse Copa do Mundo", brincou após cravar o tempo de 50min31s.

TRES VEZES CAMPEÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Em quase dez minutos de corrida, o marroquino Mohamed El Hachimi e o brasileiro Israel dos Anjos, recém-segundo colocado da Gonzaguinha (espécie de prova preparatória para a São Silvestre) despontaram pela descida da Avenida da Consolação. Eles deram mostras de que estavam desempenhando o papel de coelhos, atletas contratados para forçar o ritmo de prova. Logo atrás, Marílson, principal esperança brasileira, e a elite queniana, hegemônica desde 2007, permaneceram no chamado pelotão principal. Perto do final do Elevado Costa e Silva, o marroquino perdeu o ritmo e Marílson - que havia afirmado que viria para vencer - tomou a ponta. O bicampeão da São Silvestre(2003 e 2005) demonstrava uma fisionomia tranquila e, sempre que podia, olhava a distância para os quenianos Emmanuel Bett e Barnabas Kiplagat Kosgey. Mais da metade da prova, em meio à Avenida Pacaembu, o fundista brasiliense, bicampeão da Maratona de Nova Iorque em 2006 e 2008, forçou ainda mais a toada almejando acumular uma vantagem considerável antes de iniciar a parte crítica dos 15km. Apesar do trajeto mais íngreme, Marílson, que não correu pelas ruas paulistas nas últimas quatro edições, continuou firme e animou os torcedores brasileiros espalhados pelas calçadas. Na prova feminina, a vitória foi da queniana Alice Timbilili. Ela conquistou o bicampeonato da prova, repetindo o feito de 2007. A africana assumiu a liderança na avenida Pacaembu e não foi mais ameaçada até alcançar a linha de chegada, quebrando o recorde da prova com 50min19seg. A brasileira Simone Alves da Silva foi a segunda colocada.

Tranquilo nas corridas, Marílson revela nervosismo com parto do filho.

A vitória na São Silvestre 2010 foi mais uma prova da tranquilidade de Marílson Gomes dos Santos diante da pressão. Ser calmo, nas pistas, nas ruas ou nas entrevistas é uma característica do corredor. Poucas coisas são capazes de mexer com o psicológico do brasiliense, mas uma delas está prestes a acontecer: o nascimento de seu primeiro filho, Miguel, programado para fevereiro. Se depender da vontade da esposa do atleta, a também corredora Juliana Gomes dos Santos, Marílson estará presente na sala de parto. Acontece que ele não esconde a vontade de se esquivar da missão. "Já estava pensando nisso esses dias e acho que vou ficar nervoso sim", sorriu o fundista neste sábado. "Acho que não tenho nervos para ver o parto, não. Tenho nervos para encarar qualquer corrida, mas... essa é uma pressão diferente, que eu nunca vivi e nem tem treino para ela", justificou. Medalhista de ouro nos 1.500m dos Jogos Pan-americanos de 2007, Juliana insite na tentativa de fazer o marido mudar de ideia. "Falei para ele que eu e o Miguel o acompanhamos desde a preparação a Maratona de Nova York. Aí ele resolveu correr São Silvestre e também ajudamos. Agora, ele vai ter que dar uma força para a gente, mas ele não está com coragem, não", ressaltou. As restrições de Marílson quanto ao parto, porém, não significam que ele seja um marido despreocupado. Pelo contrário: sem competições programadas para as próximas semanas, Marílson pretende se dedicar à esposa e ao bebê que está prestes a chegar. "Até então a gente estava sem tempo de fazer uma preparação. Até falei para a Juliana que a gente vai ter que fazer um cursinho, pois não sabemos de nada. Somos marinheiros de primeira viagem", admite o tricampeão da São Silvestre, já visando os novos tempos de mamadeiras, fraldas, choro e pouco sono à noite. "Tudo isso vamos ter que adaptar à nossa rotina", observou. De bom-humor, Juliana deu a sua contribuição para resolver a questão. "A gente coloca o treinador para cuidar do Miguel", brincou, se referindo ao técnico Adauto Domingues, que imediatamente replicou. "Se botar na minha mão, ele corre meia hora por dia", afirmou, provocando gargalhadas em todos os presentes. Veja os vencedores da prova: Masculino 1 Marilson Gomes Santos (BRA) 44min07s 2 Barnabas Kosgei (QUE) 44min49s 3 James Kipsang (QUE) 45min15s 4 Giovani dos Santos (BRA) 45min34s 5 Emmanuel Bett (QUE) 45min41s Feminino1 Alice Timbilili (QUE) 50min19s 2 Simone Alves da Silva (BRA) 50min25s 3 Eunice Kirwa (QUE) 51min42s 4 Cruz Nonata da Silva (BRA) 51min51s 5 Diana Judith (EQU) 52min35s

PRESSÃO DA SÃO SILVESTRE

Técnico de Marílson, Adauto Domingues exaltou a capacidade do brasileiro em não se render ao peso do favoritismo na São Silvestre 2010, apesar de o próprio corredor ter assumido a condição antes da prova. "Talvez o grande diferencial dele seja essa capacidade de suportar isso. Não vou citar nomes, mas eu tenho outros atletas que, se estivessem aqui, o cara estava se borrando, não dormia três dias... E o Marílson consegue: deita na cama e dorme tranquilo", ressaltou. Mesmo com o que classifica de um "dom" de Marílson, Adauto contou que o viu "um pouco mais ansioso" desta vez. O próprio competidor, aliás, admite que não aguentava mais ouvir falar no assunto. "Você come São Silvestre, dorme São Silvestre, se você passa na rua as pessoas lembram São Silvestre. Não tem como você escapar disso (risos). Então, é relaxar mesmo", explicou, com tranquilidade. Entre as estratégias usadas por ele, está o aquecimento separado, feito minutos antes da prova no prédio da Fiesp. "Lá no Masp o espaço é pequeno e na Fiesp ele se movimentar mais. E, não me levem a mal, mas ele não ia conseguir aquecer junto com os outros, vocês (imprensa) ficaram enchendo o saco dele", sorriu.

Técnico conta como o destino agiu em favor de atleta ex-alcoólatra.

No momento em que Giovani do Santos cruzou a linha de chegada da São Silvestre na quarta colocação, muita gente se surpreendeu com o feito do fundista, até então, pouco conhecido. Mas Henrique Viana, técnico do humilde atleta, sabia do passado dele, acreditava em seu potencial e estava esperando algo semelhante. Fundador e presidente da equipe carioca "Pé de Vento", o médico relata, com detalhes, a meteórica carreira de Giovani, que, há um ano e oito meses, superou o alcoolismo e apostou no atletismo como sua salvação. "Eu estava acompanhando uma corrida da Corpore, em São Paulo, e ele me abordou. Como eu dou atenção a todo mundo, não consegui dizer não e aceitei ouvi-lo. Quando ele falava, eu pensava: 'Poxa, eu já tenho tantos atletas, como vou dizer não a ele?'. Mas ele foi tão sincero, tão súplico, tão esperançoso...", lembrou, sem conseguir esconder o entusiasmo. Djalma Vassão/Gazeta Press Pelo seu passado, Giovani tinha motivos de sobra para festejar na linha de chegada Tempos depois, Henrique concluiria que o 'defeito' de não conseguir disparar negativas às pessoas, enfim, tinha lhe acarretado frutos. O conselheiro da CBat (Confederação Brasileira de Atletismo) anotou o telefone de Giovani e marcou uma avaliação para quando ele fosse a Itamonte (MG), filial da Pé de vento, cuja matriz se encontra em Petrópolis (RJ). "Quando fui lá e fiz o teste, confesso que não vi muita perspectiva nele. Tiveram outros atletas, inclusive, que receberam uma nota maior. Mas as ciências biológicas não são perfeitas como as matemáticas, às quais um mais um sempre dá dois", definiu. "Continuei com o Giovani e sempre que eu ligava para ele correr algumas provas, seja onde for, ele estava de prontidão. Assim, ele passou a crescer muito, sobretudo em 2010", afirmou. Giovani, mesmo com pouca quilometragem, disputou a São Silvestre de 2009 e não decepcionou: terminou no 18º posto, em sua estreia nas ruas paulistanas. A respeito do antigo vício, doutor Henrique enaltece o empenho do 'filho' Giovani em continuar focado na carreira e blindado às recaídas. "Desde o começo, percebi que ele estava querendo um suporte, uma salvação. Ele encarou o atletismo como uma oportunidade de superar o passado", analisou. Apesar do tratamento diferenciado, Viana confidencia que tivera de "cortar as asinhas" do pupilo quando este começou a se destacar. "Ele passou a correr muitas corridas para ganhar R$ 300, 400. Falei para ele que não é assim. Argumentei que sabia das dificuldades dele, mas disse que, lá na frente, ele colheria os resultados. E é o que está acontecendo agora", festejou. Para a edição 2010 da São Silvestre, a grande esperança da Pé de vento (campeã com Ronaldo da Costa em 1994 e com Franck Caldeira em 2006) era Damião Ancelmo de Souza, vencedor da Meia Maratona de São Paulo de 2009 e terceiro lugar na Volta da Pampulha de 2010. No entanto, tanto o atleta quanto Henrique sabiam que, comendo pelas beiradas, o natural da cidade de Natércia (sul de Minas) poderia dar o que falar no dia 31 de dezembro. E não deu outra. "O Damião passou a conviver muito com o Giovani, dava toques, puxava a orelha dele. Em 2010, chegou uma hora em que o Damião veio até mim e falou: 'Doutor Henrique, eu não sei se vou ganhar dele. Vou ter que correr muito. Ele está correndo tanto ou melhor que eu'", revelou. As previsões de Damião estavam certas. Fatigado por uma gripe, o atleta - que fez pódio em todas as 17 provas que disputou em 2010 - não conseguiu seque completar o percurso de 15 km. Contudo pôde prestigiar o sucesso do amigo pessoal, que terminou em quarto e encheu o país de orgulho pela história de superação.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Prova feminina terá boas candidatas brasileiras.

Na categoria feminina da São Silvestre, as atletas brasileiras tentarão o sexto título em 36 anos de disputas visando quebrar a sequência de vitórias africanas. A prova foi vencida pelas quenianas Pasalia Chepkorir, em 2009, e Alice Timbilili, em 2007, além da etíope Yimer Wude Ayalew, em 2008. "Não podemos deixar as africanas assumirem a ponta e ditarem o ritmo da corrida", contou Marily dos Santos, melhor brasileira em 2009, com a terceira posição. "O meu foco sempre é treinar para baixar minhas marcas. Desta vez, não será diferente, mas competirei contra várias atletas de alto nível", lembrou a atleta, que, nesta temporada venceu a Maratona de Recife. O Brasil também contará com a participação de uma ex-campeã. Maria Zeferina Baldaia venceu em 2001 e fez uma temporada bem regular em 2010, tanto que está disputando o vice-campeonato do Ranking Nacional Caixa/CBAt com Conceição de Maria Oliveira. A decisão será na São Silvestre, visto que Baldaia tem 301 pontos até aqui, contra 303 da adversária. Conceição de Maria Oliveira, por sua vez, também está otimista pois foi vice-campeã na Maratona de Porto Alegre e também na do Rio de Janeiro. Outros bons resultados foram a quarta posição na Maratona de Recife e um quinto lugar na Volta da Pampulha. Campeã antecipada do Ranking Nacional Caixa/CBAt, Edielza Alves Guimarães, quer manter a regularidade da temporada. A atleta pontuou em 15 corridas do ranking, venceu a Maratona de Vitória e foi vice na Volta da Pampulha. "Fiz uma boa temporada e consegui resultados significativos. Espero manter este ritmo", avisou. A tarefa brasileira será dificultada principalmente pelas quenianas Alice Timbilili, campeã de 2007, e Eunice Kirwa, bicampeã da Meia Maratona do Rio. Outra queniana confirmada é Bornes Jepkirui Kitur, que dominou a Volta da Pampulha, no dia 5 de dezembro. O grupo africano é completado por Anastazia Msandai Ghamaa, da Tanzânia, quarta colocada na 10K Rio.

21 MIL CORRERÃO NA SÃO SILVESTRE EM 2010.

A Corrida Internacional de São Silvestre tem como característica se adequar às necessidades da cidade de São Paulo. Portanto, na apresentação da 86ª edição do evento, na tarde desta quarta-feira, a ordem dos organizadores foi ressaltar a agilidade e segurança da prova que conta com 21 mil participantes. Algumas mudanças serão colocadas em prática para haver uma integração perfeita com a festa da virada de ano na Avenida Paulista. Em busca de escoar todos os participantes sem confusão, os inscritos receberão no kit antecipado um chip descartável e a medalha, já que houve a perda de um precioso espaço referente a um estacionamento localizado na região da Alameda Pamplona. "Tínhamos de criar alternativas para dispersar as 21 mil pessoas que vão estar na São Silvestre, tudo com agilidade e segurança", destacou Júlio Deodoro, diretor geral da corrida e superintendente geral do portal Gazeta Esportiva.Net. Depois da prova, os corredores ainda vão contar com outras atrações. No site oficial da São Silvestre (sãosilvestre.com.br) , ficará à disposição o download de um vídeo de 30 segundos dos participantes. Para completar, será reservado um certificado eletrônico àqueles que completarem o percurso de 15 quilômetros. A apresentação oficial da São Silvestre contou com a presença de algumas estrelas e favoritos à vitória. Os brasileiros Marílson Gomes do Santos, bicampeão da prova, e Damião Ancelmo de Souza, dono de pódios em todas as 17 participações na temporada 2010, ficaram frente a frente com uma parte da armada queniana: Barnabas Kiplagat Kosgei e Bornes Jepkirui Kitur, os respectivos vencedores da Volta da Pampulha (MG) no masculino e no feminino deste ano. Muitas personalidades também prestigiaram o lançamento da São Silvestre. O coordenador da Secretaria Estadual de Esportes, Lazer e Turismo, Luiz Flaviano Furtado, ressaltou a importância da prova para São Paulo. "Para nós é um momento ímpar, pois podemos apresentar o nosso estado a todo o Brasil. É importante para o esporte e para o turismo", exaltou. No cuidado com o controle do trânsito da capital, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) definiu junto aos organizadores que a Avenida Paulista (sentido Paraíso/Consolação entre as ruas Teixeira da Silva e Peixoto Gomide) e a Alameda Campinas (entre a avenida Paulista e a rua São Carlos do Pinhal) serão interditadas com antecipação, a partir da primeira hora do dia 31. Agora, a preocupação é informar a população sobre a modificação. "Nós já procuramos avisar essa mudança aos moradores da região da Paulista. Também nos utilizamos de vários meios de comunicação para levar a mensagem. A partir de quarta-feira da semana que vem, vamos completar o trabalho de instrução do público espalhando faixas pelas ruas", informou Wlamir Lopes da Costa, gerente de operações da CET. Djalma Vassão/Gazeta Press Júlio Deodoro é o diretor geral da corrida Aproveitando-se da tecnologia, a segurança da São Silvestre ainda apresenta um detalhe inédito. Em 2010, serão instaladas câmeras em plataformas aéreas em todo o percurso de 15 quilômetros. "Poderemos monitorar uma série de locais de forma simultânea e até contribuir caso alguém sinta algum problema físico", explicou o Coronel Cerqueira, que será um dos responsáveis por comandar 2.400 homens em uma operação conjunta com a festa da virada de ano. Para viabilizar toda a moderna estrutura, a São Silvestre comemora o apoio de parceiros. O gerente de marketing da Caixa Econômica Federal, Augusto Dias Junior, ressalta a importância de um esporte bastante procurado por pessoas de diferentes classes sociais. "Nós somos parceiros da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e consideramos fundamental contribuir com uma modalidade que não é cara e atinge todas as pessoas", confirmou.

DAMIÃO QUER BRIGAR PELA SÃO SILVESTRE

Atletismo/São Silvestre - (22/12/2010 16h27min29 - Atualizado 22/12/2010 17h45min51) Em boa fase, Damião Ancelmo planeja surpreender favoritos Marcelo Belpiede São Paulo (SP) Djalma Vassão/Gazeta Press Damião Ancelmo está confiante para a prova Aos 31 anos, o alagoano Damião Ancelmo de Souza considera aproveitar o auge da carreira. Na 86ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, ele observa Marilson Gomes dos Santos como a principal estrela brasileira, além da grande badalação sobre os quenianos. Ainda assim, acredita na possibilidade de brigar pelas principais colocações na disputa do dia 31 de dezembro. "Estou encarando com seriedade, com o objetivo de dar alegria ao povo brasileiro. Estou bem, esse ano mostrei meu potencial e provei que posso correr bem essa prova", alertou o atleta, uma das estrelas da apresentação oficial da São Silvestre. O desempenho de Damião na temporada 2010 é impressionante. Em 17 provas, conseguiu 11 vitórias e 17 pódios. Destaque para os títulos da Copa Brasil de Cross Country, da 10K Brasil e da Meia Maratona das Cataratas do Iguaçu. Ciente de que a São Silvestre pode lhe dar grande visibilidade, Damião Ancelmo de Souza realizou uma preparação especial. Ele buscou atividades em um local muito conhecido por corredores de longas distâncias: a altitude de Campos do Jordão (SP). "No treino, você deve conseguir um bom nível de preparo físico, mas também precisa ficar com a mente em dia", ensinou o atleta, empenhado em terminar com os três anos de predomínio dos quenianos na prova. "Eles não são imbatíveis", completou. A tática do brasileiro não irá fugir muito à normalidade da São Silvestre: chegar à subida da Brigadeiro Luiz Antônio em bom estado físico. "Lá é o momento de decidir, nunca vi uma ladeira como essa, é a superação, é buscar força de onde não tem", avisou.